“Acusador”

Na semana passada eu prometi  compartilhar um segundo exemplo da dor desnecessária e do sofrimento trazidos quando simplesmente não buscamos o nosso Pai Celestial, ou o nosso Marido, para confessar nossos pecados e sermos envolvidas pelo Seu perdão e amor. 

Desta vez foi com uma querida amiga que eu conheci pessoalmente pela primeira vez na África do Sul. Nós já nos conhecíamos há anos e trabalhávamos juntas no RMI, então eu estava extremamente ansiosa para me encontrar com ela. Por eu ter chegado em um voo cedo, ela sugeriu que tomássemos um café da manhã sul-africano típico na sacada do aeroporto do hotel. Eu mal conseguia acreditar que eu estava na África e o maitre não me ajudou a me acalmar porque ele estava usando um cocar tribal e vestes autênticas. ?

Mas ainda assim, animada como eu estava, eu pude perceber uma sensação de que algo não estava bem rondando a nossa mesa. Como todas nós fazemos, em vez de me dar conta de que muitas das vezes isso não tem nada a ver “conosco”, eu pensei que talvez ela tivesse ficado desapontada ao me encontrar ou que talvez ela realmente não desejasse a minha vinda.

Felizmente ela decidiu “confessar” enquanto eu estava admirando a paisagem da janela do carro. Ela se virou para mim de repente e quase gritou, “Você sabe, não sabe?! Eu sei que você sabe e isso está me matando!!!”

O engraçado é que eu não tinha a menor ideia do que ela pensava que eu “sabia”, e mesmo agora eu não consigo me lembrar o que foi que ela “confessou”. O que eu sei é que não havia nenhuma necessidade de confessar porque não era nada de errado. Isso mesmo, aquilo que ela vinha carregando consigo mesma, com medo de que eu a rejeitasse se ficasse sabendo, não era nada. Acho que era alguma coisa relacionado ao divórcio, parece que ela tinha dado entrada no divórcio e não o marido. Mas eu nem me importei porque quem de nós não cometeu um erro? Nós todos estamos “destituídos da glória de Deus” e é por isso que precisamos de um Salvador.

Logo depois que eu expliquei isso pra ela, ela ficou eufórica, quase que tonta, parecia que ela estava caminhando nas nuvens. Eu descobri que o inimigo a estava atormentando desde o momento em que eu disse que iria visitá-la, mentindo para ela e dizendo que se eu descobrisse o que aconteceu seria o fim da nossa amizade e que eu a expulsaria do ministério.

Felizmente ela não esperou eu “descobrir” e colocou tudo para fora, como eu disse quase que aos gritos, e minha reação foi que eu acho que comecei a rir, e isso mudou o clima imediatamente. Se ela não tivesse “confessado”— você pode imaginar como teria sido a minha estadia ali? Exatamente, teria sido tensa, desconfortável e nada agradável. Mas, ao contrário, ao se recusar a continuar se sentindo culpada, o que gera sentimentos de condenação e acusação e em seguida de vergonha, que fariam com que ela escondesse isso de mim— nós duas ficamos livres para aproveitar as semanas que passei com ela e para passear pela África.

Há pouco tempo houve uma outra ministra que fez uma confissão em um relatório de louvor, dizendo, “Eu tive que me arrepender para o Senhor recentemente porque Ele não era o primeiro no meu dízimo. Desde então eu aprendi a primeiro devolver a Ele antes de pagar as minhas contas. Eu também não me dei conta de que o Senhor estava tentando me mostrar este pecado e me tornei muito temperamental, irritada e comecei a tratar as pessoas de um jeito rude porque eu estava em pecado.” Isto confirmou que aquilo que Ele me mostrou que estava afligindo muitas de vocês era muito real.

Deixe-me continuar com este mesmo assunto para compartilhar sobre uma coisa interessante que aconteceu recentemente. Logo depois que o Senhor nos guiou a dizer a todas as nossas Ministras e Ministras em Treinamento para terminarem de enviar as suas lições que faltavam, nós notamos que algumas fizeram isso calmamente, sem dúvida após terem conversado com seu MC, e por isso estavam tranquilas. Outras correram para terminar, algumas entraram em pânico, e esse é um assunto que deve ser discutido com nosso MC porque Ele nunca está com pressa. Muitas de nós gostaríamos de voar para o nosso destino final, e completar a nossa Jornada de Restauração, apenas para conseguir chegar lá mais rapidamente.

Pessoalmente, eu prefiro ir devagar e apreciar a jornada. Por ter viajado ao redor do mundo todo, eu sei que Ele prefere a velocidade de um trem para que tenhamos tempo de olhar pela janela, relaxar e apreciar a paisagem. Sim, eu estou dizendo isso figurativa ou metaforicamente, mas se aplica literalmente também. 

O interessante foi que uma das ministras, a quem pedimos que completasse as suas lições, ficou irritada por sentir que estava sendo chamada de “mentirosa” e o pânico tomou conta dela.

A maioria de nós tem algum tipo de gatilho, alguma coisa que nos aciona. Esse será o nosso próximo tópico. Neste meio tempo, certifique-se de parar e selá, ou em outras palavras, medite sobre o que você aprendeu. E certifique-se de que você não irá apenas pensar sobre o que aprendeu, mas que irá também marcar um encontro com o seu Marido para ficar sozinha com Ele e pedir que Ele te mostre como esta mensagem se aplica à sua vida. ?

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