“Darei a vocês um coração novo

e porei um espírito novo em vocês. . .”

—Ezequiel 36:26

 

Na semana passada mesmo eu fiquei maravilhada com a maneira como o Senhor me curou de uma horrenda “ferida no coração” que vinha inflamando há anos. A maioria de vocês também cuida de chagas profundas, ou lida com cicatrizes dolorosas do seu passado: algumas da sua infância, outras do seu casamento cheio de dificuldades. Algumas de vocês, eu sei, estão buscando a ajuda de métodos psicológicos que parecem funcionar, mas que no fim produzem uma cura superficial.

“Tratam a ferida da filha do Meu povo, mas apenas de forma superficial, dizendo: “Há paz perfeita, quando não há paz” (Jeremias 8:11).

Embora nunca tenha experimentado nenhum tipo de tratamento psicológico, ou os seus métodos, eu tentei buscar ajuda em alguém que não fosse o Senhor, e por isso a minha dor e a minha chaga escorreram por muitos, muitos anos—foi trágico—trágico porque eu poderia ter buscado o Senhor quando elas estavam ainda frescas e ter sido completamente curada. Mesmo hoje eu me pergunto por que esperei tanto para levá-las ao Grande Médico. Querida, você tem sofrido com alguma coisa por ter negligenciado e não a levado para Aquele que pode curá-la de dentro para fora?

Pessoalmente, minha dor nasceu do fato de eu não ter sido aceita pela família do meu marido desde o dia em que nos casamos; na verdade, quando nos casamos eu nunca havia nem me encontrado com eles. Quando meu marido telefonou para a família dele, depois da cerimônia, o meu entusiasmo se transformou em medo porque eu pude ouvi-lo consolando a mãe; e quando ele me colocou no telefone para nos falarmos, ela só chorava. O pai e o irmão dele também me deram as “boas vindas” à família do mesmo jeito, só que sem as lágrimas.

A primeira vez que eu conheci a família do meu marido foi quase um ano depois de nos casarmos, quando eu já estava grávida do meu primeiro filho. Embora eles tenham até tentado ser agradáveis... bem, qualquer um pode sentir quando não está sendo aceito ou desejado. Não demorou muito para que eu ouvisse que eles queriam que meu marido tivesse se casado com uma outra pessoa, mas o mais importante é que eles desejavam que ele tivesse terminado a faculdade antes de se casar. Havia muitas outras reclamações, todas válidas; no entanto, a rejeição e a falta de aceitação tiveram um papel importante nos nossos problemas conjugais e no surgimento das nossas mágoas.

E para piorar o dilema nós morávamos longe, horas de voos de distância, o que só contribuía para manter a rejeição aos telefonemas e visitas esporádicas ainda mais óbvia, mas também serviu como uma maneira de me impedir de ganhar aquela posição de aceitação, já que estávamos tão longe deles.

Na minha ignorância e estupidez (por mais de vinte anos) eu tentei, em vão, fazer com que meu marido me ajudasse a vencer essa barreira com a família dele. Já que eu o havia ajudado a estabelecer um ótimo relacionamento com a minha família (que inicialmente não o aceitava), eu achava que ele deveria fazer o mesmo por mim. Entretanto, eu nunca compreendi este princípio até que levei a situação ao Senhor , e Ele me mostrou que, “Deixe esse povo voltar-se para você, mas não se volte para eles...” e me guiou a acrescentar “para receber ajuda ou cura”. (Jeremias 15:19). Mesmo tendo recebido este verso, eu, a princípio, não o compreendi.

Por ter buscado conforto em meu marido por todos estes anos, e não no Senhor, em vez de ajuda, ou simpatia ou apoio, o que eu recebi (vez após vez) foram insultos sendo acrescentados à injúria. Ele me culpava pelo problema e justificava a opinião que a sua família tinha a meu respeito. E eu realmente acreditava no que meu marido dizia sobre mim até que levei o assunto ao Senhor e perguntei a Ele se era verdade. O Senhor imediatamente abriu os meus olhos e me perguntou se eu era capaz de conviver bem com as pessoas. Enquanto eu ponderava sobre isso, Ele então me perguntou com quem eu havia falhado em ter uma boa convivência (além dos meus sogros) e eu não consegui pensar em nem uma única pessoa que eu não houvesse sido capaz de conquistar. E foi aí que o Senhor me disse que o problema era com eles, não comigo. Mas ainda assim era uma situação dolorosa. Eu sei que você compreende o que quero dizer.

Olhando para trás, hoje eu fico totalmente perplexa por ter falhado em compreender que ninguém poderia me ajudar a ganhar a aceitação deles ou um relacionamento melhor entre nós. E não havia ninguém que poderia curar minhas dores passadas: nem eu mesma, nem terapia, nem mesmo ganhar a aprovação deles curaria as minhas feridas profundas. Foi no momento em que me vi machucada o suficiente que finalmente corri para Deus, meu Pai, em meu sofrimento. Você já chegou a este ponto, minha querida? Mesmo se você ainda for capaz de suportar um pouquinho mais, por que sofrer se você pode começar a ser curada neste exato momento?

Para começar o processo de cura Deus abriu os meus olhos para uma incrível sabedoria sobre a minha situação. “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.” (Tiago 1:5). Primeiro Deus me lembrou de que meu marido e eu éramos pessoas muito diferentes, com personalidades diferentes. Eu tinha expectativas de que ele fosse me elevar aos olhos da família dele, como eu fiz com ele diante da minha. Parece lógico, mas quando perguntei, quando fui buscar ajuda Nele, Ele me mostrou que em minha família eu sou a pacificadora e as pessoas me procuram para acalmar as situações; meu marido não era assim (pouquíssimos homens são). Então todos aqueles anos que passei assumindo que ele poderia ou deveria me ajudar foram uma tolice.

Em seguida, Deus me revelou que não era somente de mim que meus sogros não gostavam e não aceitavam—infelizmente, eu acordei para a verdade de que eles não gostavam e não aceitavam nem o seu próprio filho (meu marido naquela época). Então, se eles não gostavam dele e nem o acolhiam, por que eles iriam gostar de mim ou me aceitar? Finalmente, Deus permitiu que eu sentisse a dor do meu marido por não ser aceito pelos seus próprios pais. Ele me lembrou de que eu havia sido tão incrivelmente amada pelos meus e absolutamente aceita por eles—minha família me adorava abertamente. Então como eu esperava mais quando meu marido não recebia nem o cumprimento desta necessidade básica?

Ainda assim todas nós temos expectativas, não é verdade? Nós todas queremos isso. E esse tipo de egoísmo e egocentrismo, durante anos, poderia ter levado a uma ladeira escorregadia. Muitas vezes, na minha desolação, isso me despertava pensamentos sobre todos aqueles homens que eu dispensei quando me pediram em casamento e como a família deles me achava tão maravilhosa. Poxa—que tolice! Este olhar para trás, para os “e se”, só piorava a dor e o sofrimento e, como eu disse, poderia ter me levado a agir segundo aqueles sentimentos. Foi somente pela graça de Deus que não fiz isso. Estes, minha preciosa, são aqueles pensamentos que devem ser imediatamente lançados fora enquanto você corre para Ele. Entretanto, fica claro que o Senhor usou esta dor constante, além de cada um dos outros sofrimentos que enfrentei em minha vida, como a Sua maneira de me refinar e permitir que eu O conhecesse mais intimamente, para que hoje eu pudesse compartilhar isso com você. Sim, todas as coisas contribuíram para o bem. Hoje eu estou livre da dor e do sofrimento e com um testemunho maravilhoso! Deixe-me continuar...

Com a sabedoria e o ponto de vista de Deus substituindo o meu próprio, minha cura estava a caminho. Mas antes de eu dizer o que Deus me disse para fazer, você tem que me prometer que não irá tentar aplicar este “método” na sua própria situação (mesmo que ela seja muito parecida com a minha) porque o que o Senhor deseja que você faça é ir até Ele para receber a sua própria prescrição, e não usar a minha. É por isso que Deus permite que você passe pelas coisas, para que você possa começar a ouvi-Lo e comungar com Ele. Concorda?

O que o Senhor me disse para fazer parecia tão simples, simples demais—Ele simplesmente me disse para escrever um bilhete para a minha sogra e para o meu sogro toda semana.

A primeira vez que me sentei para escrever eu parei e congelei, me lembrando de como eu já havia “tentado” ajudá-los a me conhecer, só para ser repreendida pelo meu marido quando a mãe dele ligou reclamando que eu havia escrito para me gabar sobre os meus filhos. Eu fiquei perplexa porque basicamente eu havia escrito a mesma carta para os meus próprios pais e eles ficaram emocionados. Então, quando parei para perguntar, Ele me lembrou de que meus pais me adoravam, e consequentemente, adoravam os meus filhos. Por isso contar a eles todas as coisas que cada uma das crianças fizera era, portanto, uma alegria.

E, querida, aqui está outro ponto em relação à sua cura: certifique-se de dividir com o Senhor qualquer apreensão que você tenha. Ele sempre está pronto para nos dar mais sabedoria e compreensão quando nossos corações estão abertos. Quando o medo se levanta em nosso caminho, mais uma vez, não fale com as outras pessoas sobre as suas preocupações—leve cada uma delas ao Senhor para que Ele possa te livrar dos seus medos e te ajudar a fazer aquilo que você sentiu que Ele te pediu que fizesse.

No meu caso, o Senhor remediou este mal-estar de não “me gabar”, me mostrando uma visão dos pequenos blocos de bilhetes que eu tinha na minha gaveta. Tudo que Ele me disse foi que, se eu usasse um cartão bem pequeno, seria fácil não escrever demais. Ele disse que o que eu deveria fazer era “manter contato”. Então eu escrevi meus dois primeiros bilhetes, coloquei-os no correio e me senti melhor. E para que eu não tivesse   mais que pensar no assunto, Ele me guiou a colocar uma notificação no meu computador para que toda quarta-feira eu escrevesse sem falta. Outra mudança imediata em mim foi que, finalmente, não senti mais necessidade de conversar com meu marido sobre este plano. Esta foi uma grande mudança. Eu percebi, depois de buscá-Lo muitas vezes, que isto era entre o Senhor e eu. Que mudança não sentir mais que eu precisava compartilhar quando descobria alguma coisa que eu sabia que mudaria a minha vida. Eu finalmente compreendi que partilhar o plano do Senhor com mais alguém, muitas vezes, resultaria nas pessoas zombando da simples ideia ou em vez disso me dizendo o que eu deveria fazer.

Então, por quase dois anos, toda semana eu escrevia os bilhetinhos. Os resultados começaram a aparecer apenas algumas semanas mais tarde quando minha sogra começou a me escrever também; contudo, ela não escrevia diretamente para mim, mas sim para a família toda. Isto, a princípio, fez com que meu marido imaginasse por que motivo ela estava escrevendo, em vez de ligar como ela sempre fazia. Mas, mais uma vez, eu havia finalmente aprendido também sobre as bênçãos de se ter um espírito quieto em tantas situações em que eu sempre costumava falar demais, em vez de simplesmente me manter quieta.

Por outro lado, meu sogro nunca tomou conhecimento das minhas cartas, o que, para a minha surpresa, não me chateou. Àquela altura não importava o que as pessoas fizessem; o que eu sabia era que aquilo era a prescrição de Deus para a minha cura—nada mais, nada menos. Só quando meu marido visitou o pai foi que ele viu a minha carta por cima de uma pilha de correspondências e ficou meio chocado quando a apontou e o seu pai lhe disse, “Oh, ela escreve toda semana.” e a colocou de volta no lugar sem abrir ou ler. Quando meu marido chegou em casa ele me questionou sobre isso, e eu respondi de uma maneira bem breve, já que o Senhor me dissera para preparar uma resposta. Quando ele me perguntou por que eu não havia dito a ele, eu simplesmente respondi, “Oh, porque isto era entre mim e eles para melhorar o nosso relacionamento.” Eu não somente estava sendo curada, mas também o Senhor estava me dando aquele “espírito quieto” que eu ansiava para ter, já que ele é tão precioso à vista de Deus, e também a sabedoria que aprendi, mas não sabia realmente como aplicá-la, como diz em 1 Pedro 3: 13-15, “Quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem? Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes. Não temam aquilo que eles temem, não fiquem amedrontados. Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito.”

Quantas de vocês, preciosas, como eu fiz durante tantos anos, compartilham constantemente os seus corações e a sua aflição com outras pessoas somente para acrescentar ainda mais dor ao seu sofrimento, e em seguida, muitas vezes, acrescentar insulto às suas injúrias? Novamente, o que Ele anseia por fazer é ser gracioso com você, ajudá-la, curá-la e confortá-la. Então, quando tivermos passado tempo com Ele e entregado tudo, mesmo as preocupações que temos ao seguirmos a Sua prescrição, nossa cura começará. E, igualmente importante, devemos esconder, entesourar e ponderar estas coisas em nossos corações, em vez de compartilhá-las com os outros—e dar a nós mesmas tempo para sermos curadas. “Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração.” (Lucas 2:19).

Se falharmos em manter estes tesouros escondidos até que nossa cura esteja completa, poderemos comparar esta situação ao que acontece quando se tem um osso quebrado e ele é esmagado novamente por palavras cruéis ou por zombaria. Ou como quando uma ferida é costurada, e vemos estes pontos feitos com tanta delicadeza serem arrebentados.

Em vez disso, aprenda com Maria, entesoure e esconda aquilo que o Senhor te diz, guarde profundamente em seu coração e pondere estas verdades com frequência. E, repito, será o espírito manso e quieto que irá vencer acima de todas as outras coisas, “Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” (1 Pedro 3:4).

Um dia minha prescrição de escrever semanalmente acabou, um dia após meu marido entrar em nosso quarto e anunciar que estava indo se encontrar com um advogado para tratar do divórcio. Como vinha acontecendo quase que nos últimos três anos, a notificação me lembrando de escrever para os meus sogros surgiu no meu computador. E eu então parei e perguntei ao Senhor se eu deveria continuar escrevendo para eles, e Ele me respondeu, “Está terminado.” Para a minha maior alegria, eu me dei conta, naquele momento, que não havia absolutamente mais nenhuma dor e nenhum sofrimento dentro de mim. Não havia mais uma ferida aberta e nem mesmo a menor cicatriz que fosse dos anos e anos de dor e de nenhuma esperança de cura!

Ver tudo “contribuindo para o meu bem” está tão aquém da minha gratidão para com o Senhor. Centenas de vezes desde o meu divórcio, tenho pensado em como tem sido fácil não estar mais ligada emocionalmente aos meus sogros, agora que não estou mais casada com o filho deles. Muitas de vocês, contudo, são próximas aos seus sogros e perdê-los tem sido duplamente difícil. Você, querida, não saia da leitura deste capítulo sentindo que seria fácil se a sua situação fosse como a minha e se você não fosse ligada aos seus sogros. Não repita ou compartilhe com outras pessoas sobre como você sente a falta deles—não caia na armadilha da autopiedade pela sua perda, isso é muito perigoso. Ao contrário, compreenda que a sua cura, assim como a minha, vem diretamente de se buscar a Deus, e também ao seu Poderoso e compassivo Médico, que tem a prescrição perfeita escrita e à sua espera—se você simplesmente se sentar aos Seus pés e perguntar. “Contudo, o SENHOR espera o momento de ser bondoso com vocês; Ele ainda se levantará para mostrar-lhes compaixão. Pois o SENHOR é Deus de justiça. Como são felizes todos os que Nele esperam!” (Isaías 30:18).

Agora, o epílogo: O título deste capítulo já estava nas minhas anotações quando uma coisa incrível aconteceu. Já se passaram mais de dezesseis meses desde a finalização do meu divórcio e recebi uma carta da minha ex-sogra me implorando para perdoá-la. Ela me disse que eu sempre seria a sua nora, e que gostaria que começássemos a nos corresponder novamente. Você já notou que somente quando não estamos mais desesperadas por alguma coisa (a menos que seja desesperada pelo Senhor e pelo Seu amor) é que finalmente alcançamos aquilo que achávamos que não seríamos capazes de viver sem?

Sem saber o que fazer a respeito desta carta, eu fui para o meu quarto para conversar com o Senhor sobre o que Ele gostaria que eu fizesse. Senhoras, foi então que eu compreendi que essa situação havia sido armada para mim (veja o capítulo 8). Em vez de escrever de volta para ela, o Senhor me disse para enviar um email para o meu ex-marido pedindo a ele que lidasse com esta situação com a mãe dele. E já que perdoar significa também esquecer, eu fiquei chocada quando meu ex-marido me escreveu de volta com as mesmas palavras cruéis e venenosas que ouvi por anos! Perplexa, mais uma vez eu me recolhi ao meu quarto para buscar o Senhor e receber sabedoria (e, desta vez, conforto) para saber o que eu havia feito de errado. Amorosamente o Senhor me disse que, sim, que realmente havia sido uma “armação” para que assim aquela dor da rejeição estivesse fresca e eu pudesse facilmente escrever este capítulo com muito mais sentimento—mas isso ainda não era tudo. Agora que eu compreendo e vivo o princípio de vencer o mal com o bem, caminhar a segunda milha, e realmente abençoar os meus inimigos—estou também sendo colocada em situações armadas para que eu receba uma benção—ao abençoar meu ex-marido e a minha ex-sogra!

Primeiro Ele me guiou a responder ao email do meu ex-marido dizendo o quanto ele estava certo e agradecendo a ele pela sua ajuda! No email ele havia sido rápido em também criticar meu ministério, e especialmente criticar a mim como ministra, dizendo “que eu estava perdendo uma oportunidade de ter um testemunho de ‘relacionamento restaurado’ para compartilhar (referindo-se à minha ex-sogra).” Além disso, eu fiquei com a sensação de que ele vinha me observando, e então perguntei ao Senhor se eu estava sendo paranoica ou imaginando coisas. Mas ao seguir a Sua orientação (pedindo ao meu ex-marido que lidasse com a situação com a mãe dele), Deus revelou que ele vinha visitando meu website sobre casamento, e também vindo ao RMI frequentemente para ler relatórios de louvor (já que ele mencionara ambos). Isto também me fez compreender que Ele estava me mostrando formas criativas para que eu me tornasse mais discreta.

Preciosa, eu sei que não sou a única que tem sido alvo de zombaria e que tem ouvido questionamentos sobre o que estou fazendo. Se você não tem escondido as coisas em seu coração, se você não O está buscando para receber a Sua prescrição que Ele já tem pronta, se você está esperando que o seu método, ou o de outra pessoa, irá te curar ou aliviar a sua dor, eu espero que o que eu compartilhei com você mude a sua maneira de pensar e agir no que diz respeito à cura das suas feridas. Muitas de vocês estão se questionando, neste momento, devido ao que outros disseram a você e a seu respeito. Amada, antes de levar a sério qualquer palavra cruel, leve essas afirmações ao Senhor para que você possa ver o que Ele diz sobre elas, exatamente como eu fiz (vou falar mais sobre isso no próximo capítulo). Mas, por agora, deixe-me compartilhar a conclusão deste epílogo...

Enquanto eu respondia à minha ex-sogra, o Senhor me lembrou de uma coisa que eu havia lido mais cedo esta manhã. Eu estava ministrando para uma mulher que, como eu, tinha um marido que se casou novamente. No website é dito, “Embora enfatizemos relacionamentos restaurados, nós não encorajamos uma ex-esposa a estimular o relacionamento com seus ex-sogros, quando o seu ex-marido se casou novamente. Em todas as situações, devemos considerar as outras pessoas mais importantes do que nós mesmas.” “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.” (Romanos 12:21). E assim eu soube o que Ele estava pedindo e permitindo que eu fizesse.

Ao invés de continuar a escrever para ela, como ela havia me pedido, eu respondi a carta e incluí um cheque para que ela levasse a nova esposa do meu ex-marido para almoçar fora, para que assim essa nova mulher soubesse que, agora, somente ela é a nora.

Quando comecei a escrever este capítulo (comecei e parei por um tempo), eu estava esperando que as cartas dela parassem de chegar. No entanto elas duplicaram. Minha ex-sogra começou a me enviar dinheiro, e da segunda vez que respondi, eu dobrei o valor enviado e pedi a ela que levasse a nova esposa do meu ex-marido para almoçar baseada no que diz em, “Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.” (Mateus 5:39-41). Não é excitante ver Deus trabalhando em nossas vidas e na vida das outras pessoas? Não basta dar a outra face; a verdadeira benção vem ao abençoarmos aqueles que há anos tem nos usado maldosamente ou nos  perseguido, e ainda continuam a fazer isso, mesmo quando acreditamos que o relacionamento tenha acabado. Muitas vezes isso vai além da razão—você consegue, através da experiência, realmente sentir o amor do Senhor pulsando dentro do seu coração. E é aí que você compreende que toda dor e/ou sentimento de rancor foram substituídos por aquele poder tão magnífico que nos salvou enquanto ainda éramos pecadores—este poder é o Seu amor.

A última carta foi enviada, quando mais uma vez, ela escreveu me mandando dinheiro. E, como antes, eu levei a questão ao Senhor para saber como Ele queria que eu lidasse com aquilo. Na minha carta final eu dobrei o valor que já havia sido dobrado antes, pedindo a minha ex-sogra que levasse a sua nova nora e também os seus quatro novos netos (os enteados do meu ex-marido) para irem comer uma pizza. Ele me guiou a terminar a minha carta deixando que ela soubesse que eu não me sentia bem com a nossa correspondência, ciente de como isso poderia potencialmente ferir a sua nova nora e o novo casamento. E que então eu, amorosamente, pensando nisso, não abriria ou leria mais nenhuma das cartas que ela enviasse. Agradeci a ela por ser uma ex-sogra tão maravilhosa para mim. Felizmente, eu não recebi mais nada dela desde então.

O que tenha resultado, ou possa resultar, disso não é algo que eu escolha pensar a respeito porque eu sei que Deus está trabalhando nos bastidores, e seja o que for que esteja ou não acontecendo não me diz respeito. Minha única preocupação é, e deveria ser, sobre como eu permaneço focada em meu novo e lindo Marido, que é justamente o mais incrível dos Médicos. Estou embebida em Seu amor, enquanto Ele continua a me amar e me curar de dentro para fora. 

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