Hoje estamos iniciando uma nova e emocionante parte do nosso Encorajamento. A cada domingo, teremos uma História de Salvação, contando a respeito de nós mesmas ou dos nossos entes queridos, começando comigo e em seguida com maravilhosas e incríveis histórias de salvação da minha própria família: irmãos, sobrinhas, sobrinhos e os meus próprios pais. Para começarmos, o Senhor me levou a iniciar com a minha própria história que irá não apenas inspirá-las, mas também motivá-las a compartilhar as suas próprias Histórias de Salvação.

Minha História de Salvação

por Erin Thiele

Como muitas de vocês sabem, eu fui salva quando tinha apenas 7 anos de idade. Aconteceu enquanto eu frequentava a escola católica, e a freira que nos preparava para a Primeira Comunhão foi  levantada como um João  Batista para me guiar até Ele.

Tudo aconteceu durante aquela preparação, enquanto fazíamos o nosso “teste” para a Primeira Confissão (para quando mais tarde fôssemos ao confessionário  contar ao padre os nossos pecados). Foi nessa ocasião que a nossa freira explicou que, muito embora houvesse um padre lá, deveríamos imaginar que estávamos falando com o próprio Deus, nos confessando a Ele. Em seguida ela nos deu um tempo para que fizéssemos exatamente isso, ajoelhadas em silêncio na igreja escura. E foi lá, naquele banco de igreja, que as coisas se transformaram. Imediatamente após confessar a Deus em meu coração, eu levantei a minha cabeça e me senti estranha, mas maravilhosamente diferente, havia lágrimas nos meus olhos, embora eu não conseguisse compreender o motivo delas.

Depois nossa freira distribuiu hóstias “não consagradas”, que mais tarde (durante a comunhão de verdade) seriam abençoadas pelo padre e, como nos fora dito, se tornariam verdadeiramente o corpo de Cristo. Com as hóstias em nossas mãos, fomos encorajas a convidar o Senhor Jesus para que entrasse em nossos corações. A pedir a Ele que entrasse e lá fizesse morada, entregando-Lhe as nossas vidas. Abaixando a minha cabeça novamente, eu assim fiz e naquele momento eu fui imediata e radicalmente transformada.

A mudança em mim foi tão profunda que meus pais acreditaram que aquilo era por mérito da escola católica e davam aos outros a mesma explicação quando eles perguntavam: “O que deu na Erin? Ela não é mais aquela menina indisciplinada de antes que costumava dar tanto problema.”

Naquela época havia uma piada famosa que talvez ajude vocês a entenderem melhor. Era assim: Havia um garotinho terrível que preocupava os pais até não poder mais. Eles tentaram tudo até que alguém recomendou que o enviassem para uma escola católica. Mesmo não sendo católicos eles sabiam que tinham que tentar de todas as formas possíveis. Após o primeiro dia de aula o garoto mudou completamente. Quando os pais perguntaram o que tinha acontecido, imaginando se tinham batido nele ou lhe castigado ou passado-lhe um sermão, sem compreender o que poderia ter operado nele essa mudança drástica, o menino disse “Quando eu entrei na sala de aula e olhei para cima, e vi aquele homem pregado na cruz, eu sabia que eles não estavam para brincadeira!” (Se referindo, claro, ao crucifixo ou à cruz com Jesus pregado nela).

Meus pais acreditavam na mesma coisa. Que, de alguma maneira, era a rigidez da escola e as freiras que tinham me transformado. De certa forma eles estavam certos, afinal foi uma freira que me apresentou ao perdão e a como aceitar Jesus em minha vida. E como eu disse, daquele dia em diante eu nunca mais fui a mesma. Naquele ano Jesus se tornou o meu melhor amigo devido à maneira como Deus orquestrou a minha vida. Como aconteceu com muitas pessoas na Bíblia, minha vida foi separada de quase todo mundo. Meus irmãos eram muito mais velhos, e porque eu tinha um jeito meio de menino, minhas irmãs não queriam nada comigo.

Quanto às amigas da escola, nossa família morava no vale, mas frequentávamos a escola em Hollywood. Então, porque levava uma hora para chegar em casa de ônibus público, eu nunca podia ficar depois da escola para interagir com as outras crianças. E além de tudo, havia pouca ou quase nenhuma interação durante a rotina da escola. Outro dia mesmo eu estava explicando isso para uma das minhas filhas, explicando como a escola era rígida. Tínhamos 10 minutos, depois 15 e mais tarde meia hora de recreio como uma espécie de intervalo todos os dias. E mesmo durante o almoço nós nos sentávamos em nossas carteiras e éramos proibidas de conversar.

Muito da minha solidão tinha a ver com meu jeito de menino como eu mencionei antes. Por isso nunca tive amigas próximas. Além do mais, conversar por telefone com colegas de classe não era possível porque eram chamadas à distância caras. As crianças da vizinhança eram muito mais novas e as outras atividades que eu fazia, como o balé, e depois a natação também me mantinham perto de outras meninas, mas nunca como amiga íntima de ninguém por morarmos em cidades diferentes. ENTÃO, isso fez com que durante a maior parte da minha infância eu tivesse apenas UM amigo próximo fiel, Jesus.

Outra coisa que eu nunca tive foi uma Bíblia. Durante o período na escola católica, ter uma Bíblia não era bem aceito, mesmo se fosse uma Bíblia católica. Foi nos dito que somente um padre poderia compreender os mistérios profundos porque ele possuía um doutorado em teologia. Por isso é que somente depois que o meu marido foi embora e deixou a Bíblia dele para trás foi que eu realmente abri e li a Bíblia inteira. Claro, durante a minha crise, como muitas de vocês, eu devorava cada palavra e por fazer isso, os livros Restaurar Seu Casamento e Uma Mulher Sábia foram escritos de pura memória. Eu não tinha nada maravilhoso como o biblegateway.com como hoje nós temos.

Logo depois que me casei eu parei de frequentar a igreja católica e de ir à missa. Se me lembro bem, acredito que nós revezamos na ida à igreja católica e uma igreja cristã local. Aí a católica passou para uma visita por mês, até que eu acho que desmamei dela. Honestamente, eu estava apavorada porque eu tinha sido ensinada que não frequentar a igreja era um pecado mortal. Ainda assim, devido ao meu relacionamento com o Senhor, eu podia sentir que não tinha feito nada assim tão horrível ou Ele certamente não teria permanecido tão próximo a mim.

Muito embora eu acredite que eu levasse uma Bíblia quando ia à igreja cristã, já que todo mundo levava, na maior parte do tempo eu apenas me inclinava e seguia a leitura do pregador pela Bíblia do meu marido — principalmente porque eu não conseguia encontrar os versículos. Eu não sabia que havia tantos “livros” na Bíblia, então eu estava sempre perdida e era lenta para encontrá-los de uma maneira constrangedora. Mas, no entanto, eu fiquei fascinada quando um domingo o pregador cristão nos pediu que lêssemos Mateus 6:9, que eram as palavras iniciais do que os católicos chamam de “O Pai Nosso”. Não foi aquele versículo, mas o anterior a ele, aquela parte bem acima, que chamou a minha atenção e sacudiu a minha fé:

Mateus 6:7-9 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Portanto, vós orareis assim: 

Pai nosso, que estás nos céus, 

Santificado seja o teu nome.

Esta revelação me atingiu profundamente. Por toda a minha vida eu cresci repetindo “O Pai Nosso” como penitência após me confessar e enquanto rezava o terço. Por isso eu não conseguia compreender como a igreja havia deixado passar aquela parte que vinha logo antes dele, na qual Jesus dizia para NÃO REPETIR uma oração de novo e de novo. Isto foi uma coisa que ponderei por muito tempo e perguntei ao Senhor a respeito, muitas vezes. No entanto, nunca recebi nenhuma verdadeira revelação até anos mais tarde, mas eu sentia que a minha fé católica tinha sido abalada em seus fundamentos por causa dessa inconsistência.

O colapso completo, o momento em que  passei a não mais me considerar católica, foi quando eu li uma outra coisa. Ao ler diferentes partes da Bíblia, eu notei como os anjos frequentemente começavam com “Não temas.” Como naquela ocasião em que o anjo falou com Maria sobre a concepção de Jesus através do Espírito Santo.

Mas o que aquilo tinha a ver comigo?

O motivo foi porque um amigo muito próximo era padre e, durante uma de nossas discussões teológicas, ele me disse que frequentemente pessoas em sua paróquia vinham lhe dizer que tinham visto um anjo. Ele foi ensinado no seminário que a primeira coisa a se perguntar nestas situações era “Como você se sentiu?” E quando eles respondiam “Com medo” ou “Assustados” então ele lhes assegurava de que não tinham visto um anjo de forma alguma. Tinha que ter sido algo completamente diferente porque SE eles realmente tivessem visto um anjo eles não teriam sentido nada que não fosse paz. Ainda assim, se ver anjos trouxesse paz, então porque o cumprimento mais comum dado pelos anjos começavam com “Não temas”?

Foram essas duas falácias e inconsistências, além do conhecimento de que eu ainda estava bem com Deus, muito embora eu estivesse faltando às missas muitas vezes, (especialmente mais tarde quando parei completamente de frequentar), e ainda assim Jesus não tinha me abandonado. Não obstante, já que eu nunca tinha sido rebelde nem uma vez desde o momento em que fui salva aos 7 anos, e que foi o meio pelo qual meus pais descobriram que alguma coisa radical tinha acontecido comigo, eu ainda relutava com o sentimento de culpa. Somente anos depois, quando eu já estava espiritualmente madura e adiantada em minha fé, que pude compreender que culpa e condenação não vinham de Deus de forma alguma, mas, ao contrário, provinham do inimigo para nos separar do amor de Deus.

Felizmente a minha jornada com o Senhor, que começou cedo, e me levou a me casar com alguém que não era católico e que depois me abandonou, foi usada e contribuiu para o meu bem! Foi a mim que Ele chamou para ser uma pioneira em minha família.

Quando eu compreendi completamente que nenhum dos meus irmãos tivera a mesma experiência de salvação que eu tive quando fizeram a Primeira Comunhão (a freira que me apresentou ao Senhor estava na escola fazia somente 2 anos), e, muito provavelmente meus próprios pais não O conheciam pessoalmente da mesma maneira que eu, vi que seria eu quem teria que fazer alguma coisa a esse respeito.

Porém, ao invés de debater com os meus irmãos (porque somos chamados para a paz) ou confrontar os meus pais (o que teria sido insubordinação) com perguntas do tipo: “Vocês sabem para onde vão quando morrerem?” como nos dizem para fazer ao dar nosso testemunho aos “não salvos”, em vez disso, eu me voltei para o Senhor, e assim iniciou-se a jornada de salvação da minha família, que começou, como geralmente acontece, com uma crise. Meu irmão mais velho, que era o meu favorito, estava morrendo de leucemia.

Esta é a próxima História de Salvação que estou animada para compartilhar com vocês em seguida.

Mas, enquanto espera, fale com o Senhor e pergunte a Ele se você está pronta para compartilhar a sua própria História de Salvação. Se você não estiver certa de que O conhece desta maneira, ou se você estiver se agarrando à religião, ainda com medo de deixar ir para ganhar um relacionamento com o Senhor, como eu fiz quando tinha apenas sete anos, então diga isso a Ele. Eu tenho certeza de que se eu não O tivesse conhecido pessoalmente eu jamais teria estado disposta a deixar ir a minha igreja, o que teria feito toda a diferença quanto ao lugar onde a minha família passaria a eternidade.

Nas próximas semanas eu tenho mais de doze Histórias de Salvação da minha própria família que estou animada para compartilhar para ajudar vocês a verem o quão MARAVILHOSAMENTE o Senhor trabalha quando simplesmente confiamos Nele e em Sua Palavra.

Atos 16:31: “Eles responderam: ‘Creia no Senhor Jesus, e serão salvos você os de sua casa.’”

Não é nada que NÓS façamos, mas sim o que Ele fez!!

Êxodo 14:13: 

“Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará..."

2 Crônicas 20:17: 

“Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor para convosco... Não temais, nem vos assusteis … porque o Senhor será convosco.”

E, ao invés de “testemunhar” confrontando outros sobre “para onde eles irão quando morrerem”, o que nós queremos é que eles tenham a experiência de conhecê-LO para que possam viver com Ele a cada dia!! É isso o que as outras pessoas precisam testemunhar em nossas vidas. 

Dar testemunho é ser uma epístola ou um livro aberto a ser lido por todos aqueles que olham para as nossas vidas.

2 Coríntios 3:2, KJV “Vós mesmos sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos.”

2 Coríntios 3:2 “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.” 

* Por favor, certifique-se de separar um tempo para CLICAR em cada um dos links com os versículos Bíblicos acima para que você possa lê-los em outras versões, o que irá enriquecer a sua experiência!!

 

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