“Acorrentada e Subjugada"

Na semana passada nós falamos sobre como a maioria de nós (se não todas nós) temos alguma espécie de gatilho, alguma coisa que nos faz disparar em um sentido negativo. E que nós cobriríamos este tópico esta semana.

Recentemente um dos meus filhos teve a mesma reação à alguma coisa que eu disse, pensando (ou talvez sentindo seja uma palavra melhor) que eu os chamei de “estúpidos”. Mas é claro que eu não falei nada disso! O que eu fiz foi uma pergunta, eu perguntei a eles alguma coisa que fez com que eles sentissem que eu os estava chamando disso. Então eu parei e perguntei, “Quem costumava chamar vocês de estúpidos?” E fui compartilhando este testemunho com eles.

Anos atrás eu fui acusada de NÃO estar seguindo o livro Uma Mulher Sábia, que eu mesma escrevi, e fui desafiada com estas palavras, “Se as pessoas soubessem realmente quem é a verdadeira Erin, todo mundo sairia correndo!!!” Na hora, eu fiz a mesma coisa que todo mundo faz, eu senti convicção,  mas na verdade eu estava sendo condenada ou acusada (embora naquele momento eu não tenha me dado conta de que como o sentimento era negativo eu precisava levá-lo ao Senhor). Mas, em vez disso, o que eu fiz foi trabalhar duro, tentei ser melhor, fazer mais e me redimir. Triste, não?

Então, um dia, felizmente, eu não consegui mais continuar com as minhas obras. Mais uma vez, era simplesmente isso que eu deveria ter feito desde o início, mas infelizmente eu não sabia como fazer. Exausta e a ponto de entrar em colapso (tenho certeza de que você sabe do que estou falando), eu simplesmente PERGUNTEI a Ele, “Senhor, isso é verdade? Eu não estou seguindo o Mulher Sábia? Se as pessoas soubessem quem eu sou de verdade elas correriam ou pensariam coisas terríveis a meu respeito?”

Nunca me esquecerei do que aconteceu em seguida. De uma maneira amorosa e bem lentamente, como se o mundo tivesse parado de girar naquele exato momento, Ele começou a me fazer perguntas sobre o livro Uma Mulher Sábia, de capítulo em capítulo:

Erin, você está treinando os seus filhos da mesma maneira que você ensina em “Os Ensinamentos de uma Mãe?”

Eu parei para pensar e tive que dizer, “Sim, Senhor.”

Erin, você confiou a sua fertilidade a Mim? Você tem feito qualquer coisa para evitar a gravidez?

Sim, Senhor, eu tenho confiado somente em Você.

Erin, você está trabalhando fora de casa? Você se sentiu pelo menos um pouquinho tentada quando recebeu ofertas lucrativas e posições importantes?

Senhor, Você sabe que eu não sonharia ou consideraria a possibilidade de trabalhar fora de casa.

E Ele foi me fazendo uma pergunta após a outra, até chegarmos no Primeiro Amor...

Erin, quem é o primeiro em sua vida?

Oh, Meu Querido, é Você!

Erin, onde a sua casa ESTÁ sendo reconstruída?

Em Você, Senhor. Você é a minha Rocha.

Daquele momento em diante as acusações cessaram; o medo de ter que trabalhar para conquistar aquilo que eu pensava (ou sentia) que estava me faltando se foi junto com todos os “gatilhos” —quando mais tarde eu voltei a ser acusada pela mesma pessoa— e por uma multidão de outras nos anos que se seguiram. Nada do que fui acusada (em relação a isso) e que já me disseram me incomodou ou desencadeou a mesma reação que tive antes.

Essa é a aplicação do morrer para si mesma. Se alguma coisa em você estiver morta, você pode chutá-la ou cuspir nela, exatamente como você poderia fazer com um morto, mas nada iria perturbá-lá, certo?

Houve momentos em que levei alguma coisa ao Senhor e que eu NÃO estava inocente? Claro! E é sobre isso que falaremos na semana que vem.

Mas, antes de se apressar, PARE e tire um tempo para ficar sozinha com o Senhor e pergunte a Ele sobre qualquer “gatilho” a que você possa estar reagindo.

Todas nós carregamos conosco mentiras das quais Ele quer nos limpar ao nos mostrar amorosamente a verdade. Se Ele revelar que os gatilhos são verdadeiros, apenas permaneça aberta e nunca corra para longe do Seu amor incondicional. Lembre-se de que foi quando “ainda éramos pecadoras” que Ele nos escolheu para sermos Suas noivas.

Nossa reação deve ter o mesmo tom amoroso com que Ele nos responde quando nos mostra os nossos erros. Nós NÃO precisamos nos prostrar, ou rasgar as nossas vestes espirituais ou atirar cinzas para cima. Também não precisamos correr para a Sua cruz ensaguentada. Em vez disso, Ele simplesmente quer nos ajudar e quer ERGUER o fardo que estivermos carregando, exatamente como um Marido faria.

Então, mais uma vez, PARE e vá consertar essa situação da maneira certa. Como Ele diz, “Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve.” (Mt. 11:29). Ele quer erguer os nossos fardos e simplesmente quebrar o nosso jugo desconfortável.

Então faça um compromisso de que, daqui para a frente, todas as vezes que alguma coisa desconfortável surgir você irá levá-la ao Senhor— para que Ele possa te libertar ou dessa MENTIRA ou do fardo de um pecado não confessado.

Embora eu queira continuar ajudando cada uma de vocês a se libertarem do pecado, porque a maioria de vocês que têm caminhado ao lado do Senhor em suas Jornadas de Restauração já experimentaram o quebrantamento necessário (a entrega, o choro diante dos pés do Senhor como Maria Madalena), eu realmente sinto que a maioria dos nossos gatilhos e pontos “delicados” na verdade não são pecados de maneira alguma. E é por isso que eu sinto que Ele quer que nós falemos um pouco mais sobre o acusador e como ele astutamente nos faz sentir pecadoras através da tentação, assunto que trataremos na Lição de Vida da próxima semana.